100ª da Prova Internacional de São Silvestre confirma a supremacia dos corredores africanos

Na mais tradicional prova de rua do País, os corredores passaram principais ruas da capital paulista, perfazendo um percurso de 15 quilômetros

A 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre aconteceu na manhã desta quarta-feira (31), o último dia de 2025, em São Paulo. Foram percorridos 15 quilômetros na corrida de rua mais importante da América do Sul e acabou com brasileiros no pódio, no feminino e masculino.

Neste ano, 55 mil corredores, de 44 países, se inscreveram para participar da mais tradicional corrida de rua do Brasil, um recorde em sua história. Recorde também em participação de mulheres, que representaram 47% do total dos inscritos.

Participantes passaram por diversas ruas da capital paulista, sendo a largada na avenida Paulista, próximo ao número 2000, e a chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, também na avenida Paulista.

Como já acontece há vários anos, Botucatu esteve representada por vários atletas. Alguns realizaram o sonho de conseguir concluir o percurso de 15km pela primeira vez; e outros buscaram na prova o melhor desempenho pessoal. Além de Botucatu, outras cidades da região contaram com representantes na prova.

A prova teve início com a categoria Cadeirantes. Em seguida foi a vez da Elite Feminina e, por fim, os corredores da Elite Masculina. Como estava sendo previsto, a supremacia dos corredores africanos, mais uma vez ganhou os holofotes, tanto na categoria masculina quanto na feminina.

Entre os homens, o vencedor da prova foi Muse Gizachew (Etiópia) – 44min28s); seguido por Jonathan Kipkoech (Quênia – 44min32s); Fábio Jesus Correia (Brasil – 45min06s); William Kibor (Quênia – 45min28s); e Reuben Poghisho (Quênia – 45min46s).

Entre as mulheres a grande campeã foi Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia – 51min08s); seguida por Cynthia Chemweno (Quênia – 52min31s); Núbia de Oliveira (Brasil – 52min42s); Gladys Pucuhuaranga (Peru – 53min50s); e Vivian Kiplagati (Quênia – 54min12s).

Premiação

  • 1º lugar elite masculina e feminina: R$ 62.600,00
  • 2º lugar elite masculina e feminina: R$ 31.300,00
  • 3º lugar elite masculina e feminina: R$ 18.800,00
  • 4º lugar elite masculina e feminina: R$ 15.050,00
  • 5º lugar elite masculina e feminina: R$ 12.550,00
  • 6º lugar elite masculina e feminina: R$ 7.450,00

Botucatuense no pódio

O melhor desempenho de um atleta botucatuense na história da São Silvestre foi em 2007, quando Marildo José Barduco subiu ao pódio conquistando o quinto lugar, perfazendo o tempo de 47min35seg, a 15 segundos do colombiano Jacinto Lopez, quarto colocado.Naquele ano a vitória ficou com Robert Cheruiyot (Quênia) – 45min57; seguido de Patrick Ivuti (Quênia);  Anoé dos Santos Dias (Brasil); Jacinto Lopez (Colômbia); e Marildo José Barduco.

Vale lembrar, também, que a última vez que um brasileiro venceu a São Silvestre foi em 2005, quando Marílson Gomes dos Santos conquistou o bicampeonato. Na categoria feminina, o Brasil venceu pela última vez com Lucélia Peres, em 2006. De lá para cá, apenas atletas da África venceram a competição.

O maior vencedor da São Silvestre é o queniano Paul Tergat, com cinco títulos (1995, 1996, 1998, 1999 e 2000). No feminino, a portuguesa Rosa Mota lidera com seis vitória consecutivas de 1981 a 1986.

Fotos – Divulgação