COLUNISTA

15/09/2020
Uma religião chamada Ferrari

                                                                        Foto - Divulgação

O GP da Toscana foi um dos mais confusos e excêntricos dessa temporada. Com duas paralisações e dois acidentes envolvendo vários pilotos, a pista de Mugello estreou na categoria, tendo como vencedor Lewis Hamilton, que agora soma 90 vitórias na carreira e está a apenas dois primeiros lugares, para se tornar o maior vencedor da história da Fórmula 1. Caso ganhe no circuito de Sochi na Rússia no próximo dia 27 de setembro, o inglês se iguala a Michael Schumacher em número de vitórias.

Velho conhecido de todos nós, Hamilton não foi a única atração do GP da Toscana. A corrida teve uma ponta de nostalgia por comemorar 1000 Grandes Prêmios disputados pela maior escuderia da Fórmula 1 de todos os tempos. Foi dia de festa para o famoso cavalinho rampante da Ferrari.

A famosa equipe de Maranello fez uma homenagem a um herói italiano da primeira guerra mundial chamado Francesco Barraca, aviador vitorioso da época, que tinha como símbolo em seu avião o famoso cavalinho. A cor amarela de fundo foi acrescentada para homenagear a região italiana de seu criador Enzo Ferrari. Ele fundou Escuderia no dia 1 de Dezembro de 1929 em Modena, ocasião que passou a modificar os carros da Alfa Romeo.

A vitoriosa equipe italiana estreou no GP de Mônaco em 1950. A primeira vitória aconteceu quase um ano depois no GP da Inglaterra de 1951 e foi vencida pelo argentino Froilan Gonzalez. De lá para cá a escuderia tem 16 campeonatos de construtores, 15 pilotos campeões mundiais, 772 pódios, 228 pole position, 254 voltas mais rápidas e a impressionante marca de 238 vitórias.

Falar da Ferrari é como falar da alma do automobilismo. Varias pessoas influentes já declararam que Fórmula 1 sem GP de Mônaco e sem Ferrari, simplesmente morre. Na Itália o carro vermelho é quase uma religião, com direito a torcedores fanáticos pelo mundo afora e torcida organizada em diversos países. O cavalinho rampante é a única escuderia do mundo que dá nome a seus torcedores, que são chamados carinhosamente de Tifosis.

Infelizmente nem tudo são flores. Alguns momentos negativos já foram registrados pela equipe de Maranello. Provavelmente o mais conhecido deles foi no GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello foi obrigado a deixar Michael Schumacher passar, no dia em que ele claramente iria vencer a prova, cena esta imortalizada por Cleber Machado na famosa frase, "hoje não, hoje não.... Hoje sim! Hoje sim!"

Neste dia Schumacher e a equipe italiana levaram de lembrança uma das maiores vaias da história do esporte. O alemão 7 vezes campeão do mundo, disse no mesmo dia em entrevista, que a decisão esdrúxula não tinha vindo dele e sim dos chefes de equipe. Será? A Ferrari é assim. Paixão mundial e seguidores por qualquer lugar que você for.

Quem gosta de automobilismo, provavelmente, já vibrou ao ver o carro vermelho cruzando a linha de chegada na primeira posição. Aliás, você sabe por que os carros da Ferrari são vermelhos? Acreditem não é por decisão da própria equipe. Antigamente existia uma exigência da Federação Internacional de Automobilismo, que todos os carros italianos tivessem essa cor. Depois de adota-la por exigência, os dirigentes resolveram manter a mesma cor, mesmo após essa regra ser deixada de lado. Avante Ferrari! A melhor, maior e mais popular Escuderia do automobilismo do mundo. Ferrari minha paixão.


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