COLUNISTA

06/01/2020
Não posso viver pensando que o mundo sou eu

Eu gostaria de falar do amor...

Eu gostaria de falar de paz...

Eu gostaria de falar de esperança...

Mas o mundo está longe do amor, está longe da paz e não busca ter esperança por que o ser humano está se perdendo... Se perdendo em meio a tantos males que não sabe mais o rumo certo a se tomar...

As pessoas pensam que o mundo vai ser diferente a partir dos outros e não é bem assim.

Muitas vezes nos perdemos nos acasos da vida ou ao redor da nossa própria vida e perdemos a alegria de viver, perdemos a alegria, a esperança de fazer mais... De buscar mais... De sermos mais; não mais que os outros; não mais que as coisas... Mas buscar mais e sermos mais do que aquilo que nós somos está no progresso de si e de outrem... Isso é luta... Isso é coragem... Isso é não ter medo de acreditar no seu próprio potencial.

Muitas vezes temos as receitas prontas, claras, evidentes, plausíveis... Mas nos perdemos... Nos perdemos nesta busca louca e mediúnica onde a notícia não é mais notícia mas é mentira e, como diz uma propaganda: temos que aprender a não deixar com que a invenção, ou seja, que a mentira se torne notícia e que seja espalhada, seja distorcida por conta daquilo que nós queremos ou que nós vemos por verdade absoluta... Não é bem assim... Temos que aprender que a minha verdade não é a verdade verdadeira muitas vezes mas sim a verdade que eu criei, a verdade que eu inventei e que eu quero que o mundo tenha como verdade verdadeira.

Não posso permitir que as coisas destruam em mim e nas pessoas aquilo que é realmente verdadeiro... Eu não posso nunca viver pensando que o mundo sou eu. Não, o mundo não sou eu; o mundo é tudo aquilo que me rodeia e que muitas vezes eu não permito que ele me inculture, mas eu quero fazer com que a minha cultura destrua a cultura do lugar onde estou... Não sei se falei claro, mas eu sei que, em meio à escuridão do que eu falei é preciso procurar um norte, um rumo certo, um caminho certo, um lugar certo....

Eu não posso parar... Eu não posso estacionar.

O mundo não precisa de mim... Eu preciso do mundo!

Eu vou ser esquecido amanhã se eu não semear alguma coisa serei apenas mais uma folha que caiu da árvore ressequida... Eu não posso permitir isso, eu tenho que fazer valer a minha estadia aqui nessa terra; eu não posso ser apenas mais um, eu tenho que ser a peça exclusiva de Deus colocada, semeada, incluída neste espaço.

Mas assim vamos seguindo, assim vamos caminhando, assim vamos realizando a nossa vida, a nossa estadia nesta terra, mas que não seja apenas mais um...

Pensemos nisso: somos peça exclusiva moldada pelas mãos do Criador.

Com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria chegando suave no seu coração eu e a benção de Deus pra mim e pra você.

Deus nos abençoe na empreitada de sermos peça única e exclusiva sediada na humanidade.

Eu,

Pe. Delair Cuerva, fmdp


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