Governo Federal anuncia salário mínimo de 2026 em R$ 1.621 que entra em vigor a partir de janeiro

O salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil e, além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios

O Governo Federal divulgou esta semana, o novo valor do salário mínimo que entrará em vigor em janeiro de 2026. Com base na inflação acumulada dos últimos 12 meses, o valor passa de R$ 1.518 para R$ 1.621 Reajuste de R$ 103 (6,79%).

O anunciado esta semana fará o governo revisar cálculos para as contas públicas no ano que vem, pois o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, aprovado no Congresso, estima o salário mínimo em R$ 1.627, que representaria reajuste de 7,18%.

O valor do salário mínimo tem reflexos nas contas públicas, além do próprio efeito em si, pois serve como base para outros gastos como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoa com deficiência em situação de vulnerabilidade.

O salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.

Como o governo chegou aos R$ 1.621

Se cumprisse apenas a regra da Constituição, de corrigir o valor pela inflação, o governo poderia reajustar o salário mínimo dos atuais R$ 1.518 para algo em torno de R$ 1.582. O cálculo leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%.

O governo do presidente Lula, no entanto, prometeu ainda durante a campanha que retomaria a chamada “política de valorização do salário mínimo”, o que significa aumentos para além da inflação.  Em 2023, o Congresso aprovou uma medida provisória editada por Lula incluiu esse mecanismo na lei.

Pela nova regra, o reajuste do salário mínimo levava em conta a inflação medida pelo INPC até novembro, como prevê a Constituição e o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.