Vizinho da família teria ouvido gritos vindos do interior da residência e tentou ajudar no socorro no momento em que as equipes de emergência chegaram ao local
Envenenamento por dezenas de picadas de abelhas africanizadas resultou na morte de uma mulher de 76 anos de idade no bairro Green Valley, em Botucatu. A idosa, Márcia Maria Bertani Favarin, não resistiu ao veneno causadas pelas ferroadas e morreu ainda no local. Caso ganhou repercussão nacional.
O ataque aconteceu na tarde desta segunda-feira (23), mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária em Saúde (VAS), Polícia Civil e Guarda Municipal.
O marido de Márcia Maria, de 70 anos, e o filho do casal, de 38, também foram atacados pelos insetos. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu para atendimento médico e não correm risco de vida.
Um vizinho da família revelou à polícia, ele ouviu gritos vindos do interior da residência e tentou ajudar no socorro no momento em que as equipes de emergência chegaram ao local. Ainda conforme o registro policial, havia um enxame de abelhas africanizadas dentro do imóvel.
A Polícia Civil e a perícia estiveram na casa. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial como morte acidental.
Nota da Vigilância Ambiental em Saúde
A Vigilância Ambiental em Saúde de Botucatu atendeu, na tarde desta segunda-feira, uma ocorrência envolvendo pessoas ferroadas por abelhas africanizadas no Green Valley, região sul do município.
Estiveram no local equipes do SAMU, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal e Vigilância Ambiental em Saúde (VAS).
Ao chegar, a equipe da VAS se deparou com um enxame de abelhas bastante defensivo, que teria atacado quatro pessoas da mesma família. Infelizmente, uma senhora evoluiu a óbito ainda no local, enquanto outras duas vítimas foram socorridas pelo SAMU.
Até o momento, não há informações precisas sobre o que desencadeou o comportamento defensivo dos insetos. No período noturno, a VAS, com apoio do Corpo de Bombeiros, realizaria o manejo da colônia, que estava instalada no forro da edificação, em um local de difícil acesso.
Embora as circunstâncias do caso ainda estejam sendo apuradas, a Vigilância Ambiental em Saúde orienta a população a não realizar, em hipótese alguma, o manejo de abelhas africanizadas sem conhecimento técnico adequado, pois esse tipo de situação pode provocar acidentes graves, envolvendo pessoas e animais.
A Vigilância Ambiental em Saúde atende de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Após o horário comercial, bem como aos finais de semana e feriados, o plantão deve ser acionado por meio do telefone 153 da Guarda Civil Municipal.

