Após ser baleada juntamente com seu atual companheiro, que morreu no local, Júlia foi socorrida pela unidade de resgate do SAMU e internada no Hospital das Clínicas em estado gravíssimo
Morreu na madrugada desta quarta-feira (25) Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, que foi baleada na cabeça pelo ex-companheiro Diego Sansalone, na noite de sábado, dia 21, na Avenida Cecília Lourenção, Residencial Ouro Verde, Jardim Cambuí, região Norte da Cidade. Nesse mesmo dia Sansalone também assassinou o atual companheiro de Júlia, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, que morreu no local do ataque.
Júlia era farmacêutica, especialista em estética avançada e com experiência na farmácia hospitalar, formada pela Faculdade Marechal Rondon. Em clima de muita comoção entre familiares e amigos ela foi sepultada na tarde desta quarta-feira.
O Crime
Dois dias antes do crime acontecer, Diego Sansalone teria discutido com a ex-mulher na porta da escola da criança. O atual companheiro dela, Diego Felipe Corrêa da Silva, foi até o local e também houve uma discussão entre os três. Após o episódio, a mulher registrou um boletim de ocorrência (BO) e pediu medida protetiva. O pedido foi negado na sexta-feira (20), véspera do crime.
No dia do crime, o autor teria ficado de tocaia e quando o casal chegou em um automóvel VW Virtus, passou a atirar. Após ser baleado, o condutor perdeu o controle do veículo e bateu contra um poste. Diego Silva morreu no local e Júlia foi socorrida pela unidade de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e internada no HC em estado gravíssimo.
Além do duplo homicídio, Sansalone sequestrou o filho de oito anos, fruto de sua relação com Júlia, que estava no banco traseiro do carro. Após a colisão, o suspeito parou o carro, desceu e retirou a criança do veículo e fugiu. Outra criança que também estava no veículo, filha de Diego Silva, de oito anos, foi encaminhada ao HC, com ferimentos no rosto e em um dos joelhos, sendo atendida no pronto-socorro infantil.
Sansalone foi preso no final da tarde de domingo (22) em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho. Segundo a polícia, ele não ofereceu resistência e admitiu o crime. Já criança passou a noite com o pai e foi levada à Polícia Civil pelo avô paterno, também no domingo.
Medida protetiva
A equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apurou que a mulher teve um pedido de medida protetiva negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), um dia antes do crime. A solicitação havia sido feita após discussões entre os dois relacionadas à guarda do filho.
Outro dado destacado pelos policiais foi o fato de Diego Sansalone ser registrado como CAC, sigla para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, que permite o registro e a posse de armas de fogo para atividades específicas, como tiro esportivo, coleção e caça autorizada.
O porte, no entanto, não é irrestrito, e ele não podia portar arma na rua, já que o transporte deve ocorrer dentro das regras previstas em lei, restritas ao deslocamento para locais de prática autorizada.
Na casa do suspeito, no bairro Recanto Azul, a Polícia Militar encontrou uma caixa de pistola calibre 9 milímetros aberta, com estojos de munição deflagrados. O material foi apreendido e encaminhado para perícia.
Diego Sansalone foi indiciado e irá responder por crimes de homicídio, feminicídio, tentativa de homicídio contra menor de 14 anos e sequestro e cárcere privado.
Fotos – Divulgação/Reprodução


Júlia Gabriela Trovão e Diego Silva foram assassinado dentro do automóvel e não tiverem qualquer chance de defesa

Diego Sansalone foi preso no final da tarde de domingo em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho
